Será que alguém pode me explicar por que quase todo homem fala mal do casamento?
Podem reparar: sempre que um cara diz que vai casar, comentários que envolvam as palavras "loucura", "tem certeza", "você é quem sabe" aparecem. E sempre feitos por outros homens, casados ou não. Você raramente vê uma mulher falando algo assim.
E, se algum reclama do casamento, os outros apóiam, falam que é isso mesmo, da fria em que se meteram.
E será que alguém também pode me explicar por que o homem não consegue ficar sem o casamento?
Novamente, reparem: quando um casamento acaba, quase sempre o homem casa de novo e nem sempre a mulher segue esse caminho.
Depois eu ainda tenho que ouvir que nós é que somos complicadas!!!
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Dúvidas e mais dúvidas
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Hoje, cheguei na metade!
The Beatles
When I'm Sixty-Four
(Lennon e McCartney)
When I get older losing my hair,
Many years from now.
Will you still be sending me a Valentine.
Birthday greetings bottle of wine.
If I'd been out till quarter to three.
Would you lock the door.
Will you still need me, will you still feed me,
When i'm sixty-four.
You'll be older too,
And if you say the word,
I could stay with you.
I could be handy, mending a fuse
When your lights ha ve gone.
You can knit a sweater by the fireside
Sunday morning go for a ride,
Doing the garden, digging the weeds,
Who could ask for more.
Will you still need me, will you still feed me
When I'm sixty-four.
Every summer we can rent a cottage,
In the Isle of Wight, if it's not too dear
We shall scrimp and save
Grandchildren on your knee
Vera Chuck&Dave
Send me a postcard, drop me a line,
Stating point of view
Indicate precisely what you mean to say
Your's sincerely wasting away
Give me your answer, fill in a form
Mine for evermore
Will you still need me, will you still feed me
When I'm sixty-four
Coincidências...
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Quiz
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Comensal
Recentemente, circulou a seguinte historinha na Internet (e, portanto, não tenho a menor idéia sobre a veracidade da mesma):
Olacyr de Moraes, o ex-rei da soja que costuma se apresentar em público acompanhado de belas Lolitas, é autor da famosa frase: "Quem gosta de homem bonito é viado, mulher gosta é de $$$".
Agora ele saiu com uma segunda e melhor ainda. Perguntado por uma repórter provocativa se ele achava que as meninas com quem saía gostavam dele, respondeu: "...minha filha, quando eu vou a um restaurante de luxo e peço o prato de camarão mais caro, eu não fico perguntando pro CAMARÃO se ele gosta de mim. Eu como o CAMARÃO com muito gosto e fim".
Fosse eu a reporter não teria feito essa pergunta. Teria feito, na verdade, outra: "O Sr. já foi amado de verdade?" Porque só quem sabe o que é isso pode ler a frase acima e ficar com muita pena daquele que a proclamou.
Pode parecer clichê, mas nada, nada mesmo, vale mais do que um olhar, um sorriso, o calor de alguém que te ama. Nem o prato de camarão mais caro...
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Motosolidariedade
Na última sexta, indo pro trabalho e usualmente atrasada, peguei um trânsito acima do normal (isso ainda é possível em SP, afinal, o que é normal???) na Washington Luis.
Achei aquilo meio estranho, especialmente por aquele se tratar de um trecho mais tranquilo.
Pois bem, alguns metros depois, entendi o que estava acontecendo: na pista oposta, havia ocorrido um acidente envolvendo um carro e um motoboy. Mas, se o acidente foi do outro lado, por que o meu também estava congestionado? Porque, em SP, motoboys formam uma das classes mais solidárias da cidade.
É incrível: se um motoboy cai da moto, instantaneamente, um "enxame" de outros motoboys surge. Parece mágica, mas, em segundos, eles estão lá. E, no meu caso, o que aconteceu é que, ainda que do outro lado da avenida, todos os motoboys que passavam no sentido em que eu estava paravam pra ajudar o colega caído, o que levou ao fechamento "espontâneo" de duas das quatro pistas da avenida...
Quem dera o povo brasileiro tivesse esse senso de solidariedade. É claro que, ainda que solidários, eles fazem isso para o bem e para o mal (ninguém é perfeito, mesmo). Consideram-se os donos da rua e, no limite, somos nós, motoristas, que impedimos o bom andamento do negócio - no caso, o negócio de entregas.
Mas, tirando esse lado menos nobre, não dá pra negar que eles se ajudam, e muito!
E eu me pergunto: por que as pessoas não fazem isso sempre, não buscam ajudar o próximo quando é preciso? Não somos todos motoboys, mas somos todos gente e, no limite, não é isso uma das coisas que de mais forte temos em comum?
Raramente vejo toda essa solidariedade no dia-a-dia, inclusive, e especialmente (o retrovisor do meu antigo carro que o diga!), vinda dos motoboys. Sem dúvida, isso faria da nossa cidade, do nosso país, um lugar bem melhor, e bem mais legal, pra se viver...
domingo, 10 de fevereiro de 2008
30
Quando eu fiz 30, confesso que foi meio chocante. Não pelo fato de ficar mais velha em si, já que isso faz parte da vida, mas pela constatação de que muito do que eu havia planejado pra mim estava longe de se realizar.
Para uma criança, qualquer um aos 30 já está com a vida 100% estruturada: amor, trabalho, família, casa, tudo encaixado, funcionando. As principais conquistas praticamente já aconteceram: você já casou, teve filhos, tem um super emprego, mora numa casa linda. Lembro que era assim que eu me via nessa idade. Só que a vida real é um pouco diferente...
Aos 30, não só eu tinha alcançado pouco do que tinha originalmente projetado como também não me via como uma mulher que já estivesse preparada para todas aquelas conquistas. Na verdade, nem sabia direito se aquelas eram conquistas que eu ainda queria para mim. Ou seja, pra completar, ainda tinha um monte de dúvidas na cabeça. Confesso que isso me trazia uma certa angústia.
E sempre que eu falava com outras pessoas a respeito, ouvia sempre o mesmo: “imagina, você ainda é tão nova”, “ah, mas você já conquistou tanto”, “que besteira”. Essas frases de incentivo acabavam fazendo com que eu me sentisse ainda pior. Era como se todos passassem por aquilo de forma plena e só eu fizesse a maior tempestade no copo d’água.
Até que, na semana passada, uma amiga desabafou: ela vai fazer 30 esse ano e, quando se deu conta disso, teve um ataque de choro porque percebeu que ainda estava bem distante do que havia determinado para ela ao chegar nessa idade.
De certa forma, ouvi-la falando aquilo me trouxe um certo conforto – puxa, eu sou normal e não sou a única que se sentiu assim. E, ao invés de usar o discursinho clichê de “você ainda tem muito tempo pela frente”, preferi dizer que aquela sensação era perfeitamente compreensível.
E o que eu também disse é que os 30 duram apenas um ano e que, ao chegar aos 31, boa parte daquela aflição já passou. É claro que você ainda fica um pouco mal por não ter exatamente tudo que gostaria, mas, junto com a idade, pelo menos, vem a tranqüilidade para aceitar que algumas coisas acabam demorando um pouco mais e, nem por isso, você vai desistir de alcançá-las ou deixar de ser feliz com o que já conquistou.

