Na história da humanidade, quase sempre uma revolução, seja ela econômica, política ou social, é determinada pela conjunção de diversos fatores. Dificilmente, apenas um é capaz de motivar esse momento de ruptura.
O mesmo se pode dizer da revolução pessoal.
Quando uma pessoa muda, raramente essa mudança ocorre de forma isolada. É inevitável. Uma coisa puxa a outra e, quando se dá conta, tudo está se alterando simultaneamente. A sensação é de que todos os aspectos da vida estão sendo revistos para que se adaptem à essa nova realidade.
Família, amigos, trabalho, corpo, cabelo, estilo, jeito, palavras, tudo ganha nova configuração, até o momento em que não se consegue mais dizer o que iniciou todas essas mudanças.
Trata-se de um processo longo, lento, rico e desafiador. Uma vez dentro dele, a única coisa a fazer é deixar as coisas acontecerem. E, incrivelmente, por alguma força desconhecida do Universo e para minha surpresa, elas acontecem.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
To Be or Not To Be
terça-feira, 10 de junho de 2008
Ao Amigo
Que venha sua primeira dor de amor, a mais doída, não porque assim ela é, mas porque, até então, não havia parâmetro. A dor que vem acompanhada do frio, da solidão, do desespero que não cala, mas que se faz presente no choro da alma que sofre.
Que venha sua primeira dor, deixando cicatrizes que farão você lembrar para sempre de algo que, também para sempre, quererá esquecer, mas que farão de você uma pessoa cada vez melhor.
Que venha sua primeira, somada à força que a ela se segue, a força de continuar, ainda que isso lhe pareça impossível.
Que venha, para que você possa ir.
domingo, 1 de junho de 2008
Sherlock
Tenho fome de conhecimento.
Aos 8, 9 anos, se perguntassem o que eu queria ser quando crescer, a resposta era imediata: jornalista.
Mas as idéias mudam, não virei jornalista, quase não cresci, mas a vontade de conhecer, de ir atrás, de investigar, essas permaneceram.
E assim foi. De por quês em por quês, fui conhecendo um pouco do mundo, das pessoas, das coisas. Aceitei que alguns por quês não tinham resposta ou, se tinham, não estavam ao meu alcance. Aprendi a saborear cada descoberta, a deixá-la amadurecer internamente enquanto preparava terreno para a próxima.
Mas, aí, surgiu a Internet.
Agora, não existem mais por quês sem respostas. Agora, quando você encontra algo, imediatamente ganha novas dúvidas. Agora, você começa buscando o significado de uma palavra e termina lendo a respeito de uma nova banda que surgiu sabe-se lá onde.
Aos 8, 9 anos, meus pais compraram a Enciclopédia Conhecer e um dicionário Melhoramentos cinco volumes, incluindo um só com a História do Brasil. E a estante da sala passou a armazenar todo o conhecimento do mundo pra mim.
Lembro que, em algumas tardes de chuva, quando eu não podia sair, eu pegava algum fascículo aleatório e ficava folhando, passeando por desenhos, fotografias e imagens de personagens históricos, planetas e animais.
Hoje, continuo investigando o mundo de forma aleatória. Mas durmo bem menos do que antes...