Mesmo antes de nascer, já estamos esperando. Nossa primeira espera dura 9 meses e, depois dela, é uma depois da outra.
Na verdade, o objetivo desse post não é falar da espera, mas do que acontece enquanto esperamos. Para ser mais exata, das expectativas que criamos enquanto aguardamos pelas coisas.
Quando criança, ouvia meu pai dizer que o melhor da festa era esperar por ela. Hoje, adulta, entendo que, na verdade, ele estava apenas tentando controlar minha expectativa, me dizer que, já que a espera era mesmo inevitável, ao invés de ansiar pelo momento futuro, eu deveria tentar aproveitar o momento atual.
Já ouvi também que expectativa é uma coisa boa. Que, quando o que se espera se realiza, é como vivenciar uma conquista. Concordo que isso, de fato, é muito bom, mas e quando a expectativa não acontece? E quando, na verdade, ela é apenas um truque do inconsciente para que você continue acreditando em algo que, bem lá no fundo, sabe que não vai dar certo? Por favor, não me tomem por pessimista. Estou apenas ilustrando os dois lados da moeda e tentando chegar à conclusão se um deles compensa o outro.
Eu queria muito ter o poder de decidir quando esperar tudo e quando não esperar nada. A vantagem do nada é que o potencial de se machucar é quase nulo. Se acontecer, muito bom. Se não acontecer, e daí, não achava que aconteceria mesmo.
Só que ainda tenho muito o que aprender para chegar nesse ponto.
Hoje, continuo esperando e, consequentemente, algumas vezes,...
... quando anoitece, é festa no outro apartamento.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Eu espero acontecimentos. Só que, ...
Assinar:
Comentários (Atom)