Observando as quatro amigas de Sex and the City, cheguei à conclusão de que é possível identificar perfis bem definidos que, de certa forma, podem ser aplicados às diferentes fases de nossas vidas.
Charlotte representa a visão romântica, em busca de um parceiro ideal, companheiro, com quem construirá uma família. Trabalha, mas não prioriza esse aspecto; transa, mas não considera o tema imprescindível e não fala tanto sobre isso.
Miranda é a yuppie. Advogada bem sucedida, pragmática, incorpora os conceitos do mundo corporativo em sua vida pessoal.Tudo é contratual, objetivo e prático: seja a compra no supermercado ou o sexo casual com o cara que conheceu na academia.
Samantha é a própria libido. Sexo está acima de tudo, não importa a forma ou com quem. É a materialização do conceito “Girls Just Wanna Have Fun”, embora não seja tão girl assim.
E Carrie incorpora um pouco de cada conceito. Valoriza seu trabalho e busca crescimento profissional, não tem o menor problema com relações casuais, mas, se pintar paixão, tanto melhor. No fundo, ela representa o que toda mulher quer: sucesso na carreira, sexo de qualidade e muito amor para construir um relacionamento – portanto, a junção da característica principal de cada uma de suas amigas.
De certa forma, acho que, na vida, toda mulher acaba passando por fases em que se identifica mais com uma ou outra dessas características até alcançar o nível Carrie. A ordem é meio subjetiva e particular, mas, olhando ao meu redor, vejo quase sempre o seguinte:
Na adolescência, a gente é meio Charlotte, acredita no amor eterno, nas juras, chora em todos os filmes, se apaixona (loucamente) a cada dois meses. Depois, incorpora o conceito Miranda – acabamos de sair da faculdade e o lance é crescer profissionalmente (somos jovens, temos todo o tempo do mundo pela frente. E daí se o foco não for encontrar o homem certo). Nessa fase, a gente conhece um monte de homem errado, o que nos leva para a próxima: momento Samantha – se eles podem, nós também podemos, afinal, estamos ganhando mais, podemos bancar alguns luxos e temos direito a uma curtição pura e simples de vez em quando. Só que, depois de um tempo, isso passa – eles cansam (será?) e nós também. Aí, chega o momento Carrie – queremos manter o sucesso profissional e, se der, crescer ainda mais, queremos continuar tendo sexo incrível, mas queremos que ele seja feito com o homem que escolhemos para estar conosco dali pra frente. Em resumo: quase um conto de fadas (se contar com um Mr. Big multimilionário e apaixonado, melhor ainda).
Certamente, em cada fase, carregamos um pouco de cada característica, mas acredito que uma sempre é mais forte até chegarmos ao ponto em que o que buscamos é o equilíbrio.
Nunca tinha pensado no seriado nesse sentido, mas essa explicação quase Darwiniana deixou as coisas ainda mais divertidas.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Carrie Sapiens Sapiens
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Fé
Continuo acreditando.
Acredito na felicidade, no amor, na possibilidade de mudar, no dia de amanhã, na cura, na volta por cima. Acredito na flor, nas histórias que aparecem na TV, na força acima de tudo isso, no poder de um bolo de chocolate. Acredito em mim, nos meus amigos, na minha família, a presente e a futura.
A crença me torna humana (substativo ou adjetivo, acredito nos dois!).
domingo, 8 de fevereiro de 2009
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