Sou naturalmente impaciente. Quando quero algo, quero na hora, e isso vale para qualquer coisa: de corte de cabelo a troca de carro. Até com meu apartamento foi assim. Vi, gostei e comprei tudo no mesmo dia.
Só que nem sempre o que se quer está sob controle. Pelo contrário, não é raro querermos algo que nos foge completamente.
Um novo emprego, um novo amor, uma cura. Coisas desse tipo não se compram na esquina - ah, que fácil seria se pudéssemos comprá-las. Para elas, não há solução pronta, há apenas a vontade de que aconteçam e atitudes que visem alcançá-las. O resto é com o tempo e, para ele, só nos resta a espera.
Sei que sou mais paciente do que já fui um dia. Ter sido colocada à prova tantas vezes ajudou. No meu caso, não foram linhas tortas. Ele tem escrito certo e eu tenho entendido.
O problema é que, como não podia deixar de ser, eu queria que fosse mais rápido. Porque, então, seria tudo bem mais fácil.
Paciência...
domingo, 25 de abril de 2010
Dias de paciente
sábado, 17 de abril de 2010
O mundo gira, e a (neta de) Lusitana roda
Dizem por aí que, quando alguém passa por um acontecimento intenso, significativo, marcante, a tendência é essa pessoa também passar por alguma mudança.
Engraçado, comigo, foi diferente.
Não porque passei por algo intenso, significativo, marcante e não mudei, mas porque mudei, e continuo mudando, sem passar por isso.
É fato que quero, preciso, busco mudanças para melhor. Obviamente (e ainda bem!), por estar querendo com tanta vontade, elas têm ocorrido. Mas não precisei de perdas, ganhos, derrotas ou vitórias para iniciar essa busca. Precisei apenas da consciência de que se deve sempre ir atrás da felicidade.
Por conta disso, tenho mudado.
Agradeço todos os dias por termos essa capacidade, agradeço por existirem caminhos, muitos, e só caber a nós mesmos decidir por qual deles seguir.
domingo, 4 de abril de 2010
9 meses...
Engraçado, você só se dá conta de quanto tempo faz que algumas coisas aconteceram quando se depara com elas novamente.
Passar na frente da faculdade, encontrar o irmão mais novo de uma amiga de infância, pegar aquela lata de ervilha que está (há um bom tempo) no armário da cozinha.
E foi mais ou menos essa sensação que tive quando entrei no meu próprio blog. 9 meses. Putz!!! Muitos foram concebidos e nesceram nesse meio tempo (blogs e pessoas).
Mas, também, com esse excesso de atualizações de status, de "What are you doing?", "What are you thinking?", "What's happening?". Twitter, Facebook, Linked In - isso porque eu não sou tão antenada.
Só que escrever sempre me fez bem, é algo que admiro e que gosto de fazer. Sem falar que, na boa, não consigo expressar uma idéia decente em 140 caracteres (embora, com tristeza, perceba que o mundo cada vez mais caminha nessa direção: dois pontos + travessão + parênteses virou emoção!).
É por isso que, sempre que a emoção for maior que a soma de alguns caracteres, é para cá que volto - e que voltarei. Como um apego ao tempo em que você era mais do que vc!