quarta-feira, 25 de julho de 2007

Aos meus amigos que eu amo tanto...

Dizem que, na vida, a gente recebe de volta tudo que faz. Pois é, devo ter feito muitas coisas legais porque só isso explica a sorte que eu tenho em ter tão bons amigos.

Eu tenho amigo de tudo quanto é jeito: sério, divertido, macho, gay, rico, pobre, feio, bonito. Pra mim, pouco importa o adjetivo porque, no fim, a única coisa que me interessa é eu saber que ele está lá.

Tem amigo que conheço desde que nasci. Nesse caso, já nem chamo mais de amigo. Chamo de irmão mesmo, o irmão que eu escolhi e que, no fim das contas, me conhece mais do que eu mesma. Pra esses, não tem segredo que resista.

Também tenho amigo que conheci na escola e que, apesar de mudar de colégio e de bairro, continua meu amigo. Quando era criança, eu ia na casa dele pra brincar e, agora, continuo indo, só que pra brincar com os filhos dele.

São os amigos desse grupo, junto com aqueles do primeiro, que me acompanharam no meu primeiro, grande, inesquecível, infinito, "meu Deus, vou morrer se ele não reparar em mim", amor. São eles, também, que sabem como foi meu primeiro beijo, saíram comigo pela primeira vez à noite e aproveitaram todos os meses de férias do verão.

Depois, tem os amigos de faculdade. Apesar de, na maior parte dos casos, eu só ouvir falar de muitos deles através de pessoas em comum ou ao abrir o jornal e descobrir que um virou presidente de empresa - putz, e eu ainda pagando a prestação do apê - com outros, eu continuo falando.

Aí, somado aos outros grupos, esses amigos são os que estiveram comigo nos primeiros porres de tequila e nas primeiras desilusões amorosas de verdade, aquelas do tipo "nunca mais vou sorrir". Foi para eles que eu contei como foi minha primeira vez, com eles fiz minha primeira viajem sozinha e eles foram os primeiros a saber que eu consegui aquele estágio.

Nessa hora, chegam os amigos do trabalho. E alguns continuam meus amigos apesar de eu já ter mudado de emprego quatro vezes. E esses são os que estiveram do meu lado quando eu levei meu primeiro esporro e fui chorar no banheiro, quando eu me revoltei com a promoção que deveria ter sido dada a mim, quando eu falei mal da empresa e quando eu pedi demissão.

E assim, tenho encontrado cada vez mais novos amigos que, junto com aqueles que já me aturam há um bom tempo, estarão do meu lado nos bons e maus momentos, sabendo exatamente o que falar para que eu me sinta melhor. Amigos que acompanharão os próximos acontecimentos porque vão estar lá comigo.

Eu acho que, na verdade, amigos são como prêmios por bom comportamento. Porque é tão bom tê-los que eles só podem ser um presente que a vida nos dá.

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