Após escândalos, um show patético, perda da guarda dos filhos, fotos constrangedoras e bebedeiras homéricas, só há uma coisa a fazer: se eu fosse a Britney Spears, contratava a assessora de imprensa da Angelina Jolie ;-)
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Mas o que eles querem dizer com isso?
Por conta de umas dessas ações de marketing totalmente sem pé nem cabeça, recebi uma edição da Revista Cláudia aqui em casa - digo sem pé nem cabeça porque ela não vem acompanhada de nenhuma carta, nenhum bilhete, nenhuma informação, ou seja, eu não tenho a menor idéia do porquê estou recebendo a mesma.
Mas ok. O objetivo, nesse caso, não é falar da ação em si, mas falar de outra coisa que também está relacionada com o marketing da revista.
Pra quem nunca prestou atenção, o slogan da Cláudia é "Independente, sem deixar de ser mulher". É ou não é um dos slogans mais machistas que existe?
Sinceramente, não sei o que eles querem dizer com isso. Que mulheres independentes raramente são, de fato, mulheres? Que, com a revista, você aprende a conviver com duas coisas tão incompatíveis? Ou, melhor, que, ao ler Cláudia, você aprende todos os truques para continuar sendo mulher apesar da sua independência?
Como diria o José Simão: dá licença que eu vou pingar meu colírio alucinógeno!!!!!
sábado, 27 de outubro de 2007
Como prometido
Como prometido em post anterior.
Acho o Vagner Moura tudo de muito bom. Ele é inteligente, charmoso, bem sucedido profissionalmente, enfim, ganha 10 com louvor pelo conjunto da obra. Apesar de não ser bonito.
Ele é aquele tipo de homem que te conquista pelo que é e não pelo que aparenta. Para mim, a única forma de conquista viável e de longo prazo.
Esse pensamento é muito comum no universo feminino e acredito que a mulher vai além do físico bem mais facilmente que o homem.
Acho que um bom exemplo dessa teoria é o Reinaldo Gianechini. Quantas vezes não ouvimos comentários do tipo “como ele casou com a Marília Gabriela?”, como se fosse inaceitável um homem LINDO ficar com uma mulher que não é um ícone de beleza. Agora, tente lembrar de um exemplo feminino para a mesma questão. Eu não me lembro de nenhum (com exceção do golpe do baú, mas, aí, é outra história).
Para a sociedade, uma mulher linda com um homem que não é um Deus é plenamente aceito e ninguém nem questiona.
Resumo da ópera: plástica, lipo, corrida às academias, regime. Para elas, claro, que diariamente são compelidas a alcançarem o que só o photoshop alcança!
E ainda querem que eu acredite em direitos iguais...
Opções
Gostaria de entender por que algumas pessoas lidam com as demais utilizando o conceito de “reserva de mercado”.
Vou explicar.
Funciona mais ou menos assim: a pessoa está com alguém mas, em paralelo, mantém uma espécie de flerte (sorry, não achei nenhum termo melhor) com outras pessoas. Tipo, um olho no peixe e outro no gato. Afinal, vai saber o dia de amanhã!
Será que essas pessoas não entendem que esse outro também é um ser humano e, como tal, pensa e sofre? Não pensa que ele pode estar envolvido, ainda que de leve?
Não sei, mas me parece meio egoísta (sem falar na sacanagem com o “alguém” mencionado acima).
E se, nesse momento, você estiver bancando o papel de gato(a!), resta escolher se quer continuar com o jogo ou se vai interrompê-lo antes do fim.
Como sempre, tudo gira em torno de opções...
1) Do dicionário da língua portuguesa:
Opção - do Lat. Optione, s. f.:
· ato ou faculdade de optar;
· preferência;
· livre escolha.
2) Do dicionário de Finanças:
Opção: contrato negociado no mercado financeiro, que dá direito, mediante o pagamento imediato de um prêmio, de comprar ou vender ativos financeiros à prazo.
domingo, 21 de outubro de 2007
Great Expectations
Quem nunca ficou imaginando como as coisas seriam se tudo desse certo, sonhou com um desfecho incrível para determinada história, passou dias planejando o que falaria naquele momento mágico, que atire a primeira pedra....
E nem olhem pra mim. Sou pisciana, faço isso direto.
O problema é que, assim como tudo que ainda não é concreto, as expectativas criadas e imaginadas podem ser quebradas. E essa parte não é nada legal.
Dói ver seus sonhos se despedaçarem. Logo eles, que eram tão bonitos, tão bacanas, que faziam parte de uma história com um enredo tão bem montado. Você não chegaria a ganhar um Oscar de melhor roteiro (romances açucarados quase nunca competem), mas não há dúvida que seria um sucesso de bilheteria.
Pior é que você não redigiu o plano B, aquele para o caso de tudo dar errado. Afinal, as coisas não iriam dar errado... todo mundo não diz que não se pode pensar negativo?!
E ao sentir a dor da expectativa quebrada, me pego pensando em duas coisas: a primeira é a dúvida sobre como agir daqui para a frente. Continuo criando sonhos e indo atrás deles, mesmo sabendo que há grandes chances dos mesmos não darem certo e, caso isso aconteça, de sofrer de novo? Ou devo pensar de forma racional, estabelecendo percentuais para cada alternativa e criando uma árvore de probabilidades (prof. Pierre, aposto que o sr. imaginou um uso desses, heim!)?
Já a segunda questão está mais relacionada ao fato de que sofrer com uma expectativa quebrada significa sofrer por algo que eu ainda nem tive e que nem sei se seria do jeito que eu havia sonhado.
Não tenho resposta para tudo, mas considerando as dúvidas acima, cheguei a algumas conclusões. A primeira é que não quero abrir mão de sonhar e de acreditar, mesmo sabendo dos riscos que estou correndo. A segunda é que, caso alguns desses sonhos não dêem certo (como agora, por exemplo), ao invés de ficar remoendo a tristeza, vou gastar alguma energia com o sofrimento (não acho que dê pra escapar disso e sei que é importante se permitir sofrer) e usar o resto dela para continuar indo atrás daquilo que eu não alcancei.
Parece simples falar assim. Agora mesmo, minha vontade é colocar o CD mais fossa que eu tenha em casa, chorar sem parar e chegar no fundo do poço (perdoem o melodrama mas, como dito anteriormente, sou pisciana). Mas, ok, essa será a cota de energia gasta.
E é bom não gastar muito. Afinal, ainda é preciso ir atrás de muitas coisas.
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Food for thought
Adoro filmes que me façam pensar e, nesse final de semana, assisti a dois deles.
No sábado, vi “Obrigado por Fumar”, que conta um pouco da vida de um lobbista da indústria do tabaco.
O filme, ainda que tenha como protagonista um personagem que defende o cigarro, usa isso apenas como pretexto para discutir coisas bem mais instigantes: o livre arbítrio e a capacidade de fazer com que as pessoas revejam seus pontos de vista (como o protagonista diz, mais importante do que ganhar um debate é fazer com que as idéias do outro sejam derrubadas).
Que fumar faz mal, todos já sabem. Portanto, não é preciso realizar novas campanhas. É preciso apenas deixar que cada um decida por si só se quer continuar fumando ou não.
Como acredito muito no livre arbítrio, tendo a dar crédito a essa idéia. E não achem que estou fazendo apologia ao cigarro ou que sou favorável ao fumo. Estou apenas sendo coerente.
Já no domingo, foi a vez de “Tropa de Elite”. Considerando todo o auê da mídia, queria saber por conta própria se aquilo fazia sentido ou não.
E faz. Não só por Vagner Moura que, sozinho, já mereceria um texto exclusivo no meu blog (aguardem...), mas pela história como um todo.
Não concordo com os métodos utilizados e, na minha opinião, o filme não valoriza o BOPE. Pelo contrário: usar o fato de que aquilo é uma guerra como argumento para tudo é tentar justificar o injustificável (assassinatos, torturas, etc.).
Sei que muitos, na ânsia por justiça, vão se identificar com aquele grupo. De certa forma, o filme passa uma imagem de justiceiros que, considerando a situação atual do país, é vista como a única solução para o caos já instalado. Além disso, o fato do roteiro contar com uma perspectiva viesada, visto que o filme se baseia em um livro escrito por um ex-comandante do BOPE, ajuda a romancear os fatos.
No entanto, se o filme, pelo menos, servir para mostrar a parcela de responsabilidade que têm aqueles que consomem as drogas vendidas no morro, já terei ficado feliz. Hoje, é mais fácil culpar o governo, a polícia, a sociedade, a má distribuição de renda. É certo que esses fatores também possuem sua parcela de culpa, mas, sem consumidor, não há negócio que resista.