Adoro filmes que me façam pensar e, nesse final de semana, assisti a dois deles.
No sábado, vi “Obrigado por Fumar”, que conta um pouco da vida de um lobbista da indústria do tabaco.
O filme, ainda que tenha como protagonista um personagem que defende o cigarro, usa isso apenas como pretexto para discutir coisas bem mais instigantes: o livre arbítrio e a capacidade de fazer com que as pessoas revejam seus pontos de vista (como o protagonista diz, mais importante do que ganhar um debate é fazer com que as idéias do outro sejam derrubadas).
Que fumar faz mal, todos já sabem. Portanto, não é preciso realizar novas campanhas. É preciso apenas deixar que cada um decida por si só se quer continuar fumando ou não.
Como acredito muito no livre arbítrio, tendo a dar crédito a essa idéia. E não achem que estou fazendo apologia ao cigarro ou que sou favorável ao fumo. Estou apenas sendo coerente.
Já no domingo, foi a vez de “Tropa de Elite”. Considerando todo o auê da mídia, queria saber por conta própria se aquilo fazia sentido ou não.
E faz. Não só por Vagner Moura que, sozinho, já mereceria um texto exclusivo no meu blog (aguardem...), mas pela história como um todo.
Não concordo com os métodos utilizados e, na minha opinião, o filme não valoriza o BOPE. Pelo contrário: usar o fato de que aquilo é uma guerra como argumento para tudo é tentar justificar o injustificável (assassinatos, torturas, etc.).
Sei que muitos, na ânsia por justiça, vão se identificar com aquele grupo. De certa forma, o filme passa uma imagem de justiceiros que, considerando a situação atual do país, é vista como a única solução para o caos já instalado. Além disso, o fato do roteiro contar com uma perspectiva viesada, visto que o filme se baseia em um livro escrito por um ex-comandante do BOPE, ajuda a romancear os fatos.
No entanto, se o filme, pelo menos, servir para mostrar a parcela de responsabilidade que têm aqueles que consomem as drogas vendidas no morro, já terei ficado feliz. Hoje, é mais fácil culpar o governo, a polícia, a sociedade, a má distribuição de renda. É certo que esses fatores também possuem sua parcela de culpa, mas, sem consumidor, não há negócio que resista.
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Food for thought
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2 ingredientes novos:
CHUCK NORRIS FOR PRESIDENT, BABE!!!
Ah, sim. E eu desisti do Brasil. É oficial. Não dá pra querer alguma coisa de um lugar em que as pessoas JUSTIFICAM a baderna como sendo um de nossos traços culturais.
Vamos apoiar Angra 3, 4, 5, 10, 20, 30 e esperar que nosso traço cultural se manifeste e mate todo mundo. Aí, das formas mutantes que resultarem das anomalias genéticas, quem sabe, QUEM SABE, dê-se um jeito na coisa...
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