quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

True Lies

Como eu penso muito, às vezes até mais do que deveria, é bastante comum que diversas dúvidas me ocorram de tempos em tempos.

E, quando elas aparecem, ficam martelando na minha cabeça até que outra possa tomar o seu lugar.

A dúvida do momento é: se uma mentira nos faz bem e não causa qualquer impacto negativo em nossas vidas, precisamos saber que ela é uma mentira?

Eu sei, eu sei... parece loucura, né!? À primeira vista, a resposta seria "claro que devemos saber a verdade". Mas, com o passar do tempo, essa resposta perde um pouco da sua força porque você vai percebendo que a vida é mesmo muito curta e que tem momentos em que saber a verdade fará pouca diferença concreta, mas muita diferença emocional.

Acho que a grande questão é: a felicidade baseada em algo que não real, ainda que você não saiba disso, vale a pena?

Juro que não tenho uma resposta. Para falar a verdade, também não sei se há uma resposta...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

A minha travessia

Quando eu era moleca, Milton Nascimento, pra mim, era sinônimo de música chata. E brega!

Na minha ignorância musical, a associação imediata do cantor era com as já batidas "Coração de Estudante" e "Canção da América" (quando não é uma, é outra que toca em 100 de 100 formaturas!!!).

Quanta ingenuidade.

Eu achava estranho que meus pais tivessem LP's dele, que outros intérpretes cantassem músicas dele, que ele fosse considerado um dos maiores compositores do país, reconhecido mundialmente.

Mas ainda bem que o tempo passa e, com isso, ampliam-se nossos horizontes...

Comecei a mudar de opinião com "Maria, Maria". Poxa, a letra até que era legal. Mas aquilo não seria o suficiente para apagar minha percepção anterior. Sou meio cabeça dura mesmo.

Aí, ouvi com mais cuidado outras músicas e comecei a também achá-las interessantes - Nada Será como Antes, Clube da Esquina 2... E percebi o quão limitada estava sendo minha análise, que se baseava apenas em duas composições que, na verdade, não me agradam mais em virtude da aura criada em torno delas do que pelas composições em si.

Então, tudo mudou definitivamente... ouvi "Travessia".

Nossa, não sei se porque todo mundo já sentiu aquilo alguma vez (eu também, claro) ou se porque ela é do caramba mesmo, mas achei a letra, a melodia, tudo, simplesmente demais (ok, mérito também para o Fernando Brant).

E, hoje, não vou dizer que sou fãnzona dele, mas posso afirmar que gosto muito de várias de suas músicas.

Que bom que, na vida, a gente sempre pode rever conceitos, aprender coisas novas, mudar de opinião. E não acho que isso signifique que sejamos volúveis. Prá mim, isso significa crescimento. E amadurecimento, para aceitar que nem sempre as coisas são do jeito que a gente sempre achou que elas fossem.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

E dá-lhe São Pedro!

Em homenagem ao dia em que São Pedro, talvez com ciúmes de São Paulo, resolveu mostrar que também é filho de Deus, vai aqui uma letra de Jorge Ben (hoje, Jor) para aquecer coraçõezinhos apaixonados...

Chove Chuva
Chove chuva, chove sem parar, chove chuva, chove sem parar
Pois eu vou fazer uma prece pra Deus nosso senhor,
Pra chuva parar de molhar o meu divino amor
Que é muito lindo, é mais que o infinito, é puro e belo inocente como a flor
Por favor chuva ruim, não molhe mais o meu amor assim
Por favor chuva ruim, não molhe mais o meu amor assim


Em tempo: o coraçãozinho apaixonado não é meu mas prometo que, assim que isso acontecer, eu canto essa música pra ele (seja ele Deus, S. Pedro ou o meu divino amor!).

domingo, 27 de janeiro de 2008

É tudo uma questão de meio de transporte...

Fazendo jus às férias – e retomando um pouco do que foi escrito pós volta de viagem – me deu vontade de falar um pouco sobre sucesso.

Por que sucesso? Porque, quando você volta de uma praia tranqüila e preguiçosa da costa do cacau baiana, seu conceito sobre o tema tende a mudar.

Nesses lugares, você se depara com tantos casos de pessoas que largaram tudo para ir atrás daquilo que faz bem para elas que, passado o espanto inicial e a incredulidade sobre tal decisão, aquilo vai parecendo cada vez mais possível.

E não são poucos os casos... Tem brasileiro, estrangeiro, gente que trabalhava em multinacional, gente que não fazia nada e finalmente se encontrou (ou se perdeu de vez), gente que foi com a família, gente que chegou sozinha, gente que construiu uma nova família, enfim, tem de tudo.

É claro que, quando você fica em um lugar pouco tempo, tende a ver apenas o lado positivo das coisas. Com certeza, eles também têm problemas, mas talvez busquem resolvê-los de uma forma mais tranqüila, sem pressão, sem dar a eles um peso maior do que, muitas vezes, eles possuem.

Confesso que, logo que cheguei, ver aquelas pessoas que abriram mão de tudo para morar em um lugar de 3 mil habitantes, sem hospital decente, sem cinema, sem saneamento básico (básico mesmo!), achei tudo aquilo uma loucura. Mas, aí, você vai conhecendo as pessoas, as histórias, o que elas fazem hoje, como levam a vida, o que pensam da vida... E, nessa hora, o que parecia fundamental vai ficando menos importante e você passa a valorizar o fato de que, se quiser, pode correr em uma praia praticamente deserta todos os dias, pode tomar uma cervejinha todo fim de tarde, pode fazer novos amigos, pode sair toda noite para ouvir música e ficar à toa.

Afinal de contas, o que é sucesso??? É ter um super emprego, uma casa maravilhosa, dinheiro no banco? Ou ter apenas o necessário para viver bem, sem precisar provar nada para ninguém?

Não que não seja possível viver bem com o emprego, a casa, o dinheiro. Muito pelo contrário, deve ser sim (mas ainda não me sinto em plenas condições para responder. Rs, rs, rs!). Só que o ponto em questão não é esse. O ponto é questionarmos a mentalidade pequeno-burguesa com a qual somos criados, aquela que nos leva a crer que só há um caminho – estudar, trabalhar, casar, procriar, aposentar e fim.

Será que é só isso mesmo? Sei não. E, a cada dia, minhas dúvidas aumentam.

Pra mim, sucesso se mede pelo grau de felicidade da pessoa. E quantas pessoas conhecemos dentro desse ciclo vicioso que não chegam nem perto da felicidade plena?

Por isso, fica a dúvida: sucesso é ter uma Cayenne ou um caiaque? Bom, aí, depende...

O que te faz mais feliz? E não tenha vergonha de responder caso a resposta seja um caiaque, afinal, já imaginou o trabalhão que deve dar ter uma Cayenne!?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Horóscopo


Um mês para o meu aniversário.

E, esse ano, os astros que me desculpem, mas decidi que não vou ter inferno astral.

A partir de agora, é só "paraíso astral"!!!!!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Voltei - parte III


Itacaré - 34 graus
São Paulo - 14 graus

Eu tô sofrendo mas, pelo menos, meus amiguinhos estão felizes :-)))

Voltei - parte II

"Saudade é o preço que se paga pelos bons momentos que vivemos"

A frase não é minha. Escutei lá e trouxe comigo para cá...

Voltei!

Nada como viajar...

Sempre que a gente viaja, volta com as baterias recarregadas, ainda mais quando isso ocorre com muito banho de mar, chuva, cachoeira...

É claro que também surge um monte de questionamentos, do tipo "será que é isso que eu quero da vida?". Mas nada mais normal do que questionar qualquer rotina louca quando se volta de um paraíso.

O que me tranquiliza é que esse paraíso sempre vai estar lá e, consequentemente, também estarão lá todas as possibilidades que ele oferece. Basta querer...