Quando eu era moleca, Milton Nascimento, pra mim, era sinônimo de música chata. E brega!
Na minha ignorância musical, a associação imediata do cantor era com as já batidas "Coração de Estudante" e "Canção da América" (quando não é uma, é outra que toca em 100 de 100 formaturas!!!).
Quanta ingenuidade.
Eu achava estranho que meus pais tivessem LP's dele, que outros intérpretes cantassem músicas dele, que ele fosse considerado um dos maiores compositores do país, reconhecido mundialmente.
Mas ainda bem que o tempo passa e, com isso, ampliam-se nossos horizontes...
Comecei a mudar de opinião com "Maria, Maria". Poxa, a letra até que era legal. Mas aquilo não seria o suficiente para apagar minha percepção anterior. Sou meio cabeça dura mesmo.
Aí, ouvi com mais cuidado outras músicas e comecei a também achá-las interessantes - Nada Será como Antes, Clube da Esquina 2... E percebi o quão limitada estava sendo minha análise, que se baseava apenas em duas composições que, na verdade, não me agradam mais em virtude da aura criada em torno delas do que pelas composições em si.
Então, tudo mudou definitivamente... ouvi "Travessia".
Nossa, não sei se porque todo mundo já sentiu aquilo alguma vez (eu também, claro) ou se porque ela é do caramba mesmo, mas achei a letra, a melodia, tudo, simplesmente demais (ok, mérito também para o Fernando Brant).
E, hoje, não vou dizer que sou fãnzona dele, mas posso afirmar que gosto muito de várias de suas músicas.
Que bom que, na vida, a gente sempre pode rever conceitos, aprender coisas novas, mudar de opinião. E não acho que isso signifique que sejamos volúveis. Prá mim, isso significa crescimento. E amadurecimento, para aceitar que nem sempre as coisas são do jeito que a gente sempre achou que elas fossem.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
A minha travessia
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