Na saída da aula, passei no Extra da Brigadeiro para comprar algumas coisas. Com a correria que tem sido meu dia-a-dia, só me restam horários como esse.
À primeira vista, essa poderia ter sido uma experiência normal, já que fazer compras não é algo inusitado nem tampouco inovador. No entanto, nessa noite, o que vi foi o reflexo da nossa sociedade, onde opostos convivem ou, em alguns casos, são obrigados a conviver.
Lá dentro, tinha branco, negro, amarelo, além da imensa palheta de cores que se forma a partir da mescla das nossas cores básicas.
Tinha homem, mulher, homem que virou mulher, mas ainda carrega o fato de ser homem nas mãos, pés e pomo de adão, mulher que gostaria de virar homem e homem que gostaria de ser mulher.
Tinha casal, solteiro, futuro casal (fazendo planos e compras) e futuro ex-casal (fazendo compras e planos, nesse caso não tão românticos quanto os anteriores).
Tinha profissional liberal, empregado, empregada, profissional da vida (e da rua) e outros que nunca serão e nem terão a chance de se profissionalizar.
Tinha criança, jovem, adulto e velho. Ricos, pobres e miseráveis.
E eu, observando tudo enquanto esperava na fila única para compras até 10 volumes, um dos únicos locais onde todos ali, de certa forma, eram exatamente iguais.
sábado, 15 de março de 2008
Quinta-feira, 13 de março, 23h
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