sábado, 15 de março de 2008

Quinta-feira, 13 de março, 23h

Na saída da aula, passei no Extra da Brigadeiro para comprar algumas coisas. Com a correria que tem sido meu dia-a-dia, só me restam horários como esse.

À primeira vista, essa poderia ter sido uma experiência normal, já que fazer compras não é algo inusitado nem tampouco inovador. No entanto, nessa noite, o que vi foi o reflexo da nossa sociedade, onde opostos convivem ou, em alguns casos, são obrigados a conviver.

Lá dentro, tinha branco, negro, amarelo, além da imensa palheta de cores que se forma a partir da mescla das nossas cores básicas.

Tinha homem, mulher, homem que virou mulher, mas ainda carrega o fato de ser homem nas mãos, pés e pomo de adão, mulher que gostaria de virar homem e homem que gostaria de ser mulher.

Tinha casal, solteiro, futuro casal (fazendo planos e compras) e futuro ex-casal (fazendo compras e planos, nesse caso não tão românticos quanto os anteriores).

Tinha profissional liberal, empregado, empregada, profissional da vida (e da rua) e outros que nunca serão e nem terão a chance de se profissionalizar.

Tinha criança, jovem, adulto e velho. Ricos, pobres e miseráveis.


E eu, observando tudo enquanto esperava na fila única para compras até 10 volumes, um dos únicos locais onde todos ali, de certa forma, eram exatamente iguais.

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