domingo, 1 de junho de 2008

Sherlock

Tenho fome de conhecimento.

Aos 8, 9 anos, se perguntassem o que eu queria ser quando crescer, a resposta era imediata: jornalista.

Mas as idéias mudam, não virei jornalista, quase não cresci, mas a vontade de conhecer, de ir atrás, de investigar, essas permaneceram.

E assim foi. De por quês em por quês, fui conhecendo um pouco do mundo, das pessoas, das coisas. Aceitei que alguns por quês não tinham resposta ou, se tinham, não estavam ao meu alcance. Aprendi a saborear cada descoberta, a deixá-la amadurecer internamente enquanto preparava terreno para a próxima.

Mas, aí, surgiu a Internet.

Agora, não existem mais por quês sem respostas. Agora, quando você encontra algo, imediatamente ganha novas dúvidas. Agora, você começa buscando o significado de uma palavra e termina lendo a respeito de uma nova banda que surgiu sabe-se lá onde.

Aos 8, 9 anos, meus pais compraram a Enciclopédia Conhecer e um dicionário Melhoramentos cinco volumes, incluindo um só com a História do Brasil. E a estante da sala passou a armazenar todo o conhecimento do mundo pra mim.

Lembro que, em algumas tardes de chuva, quando eu não podia sair, eu pegava algum fascículo aleatório e ficava folhando, passeando por desenhos, fotografias e imagens de personagens históricos, planetas e animais.

Hoje, continuo investigando o mundo de forma aleatória. Mas durmo bem menos do que antes...

1 ingredientes novos:

Anônimo disse...

Depois fala de mim... hohoho