Meu prédio tem dois portões. Você entra no primeiro e, assim que ele fecha, o porteiro abre o segundo.
Hoje, voltando da padaria, o primeiro portão abriu, eu entrei e, antes que eu pudesse fechá-lo, ouvi uma voz dizendo “Espera”. Meu primeiro impulso foi segurar o portão para que a outra pessoa também pudesse entrar. Meu segundo foi pensar que eu não sabia quem era aquela pessoa e estava deixando ela entrar onde eu morava.
Nessa hora percebi que, nos dias de hoje, não é raro a gentileza dar lugar ao medo. E foi triste notar essa realidade.
O impulso da gentileza ganhou mas, ao notar que o rapaz que pegou carona na minha entrada disse bom dia ao porteiro, não pude deixar de sentir uma sensação de alívio.
sábado, 20 de junho de 2009
Gentileza
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