Ufa, tô tão aliviada. Descobri que sou normal...
Depois de ler o texto da Tati Bernardi (http://www.tatibernardi.com.br/textos.php?id=402&y=2010&tit=Inferno), percebi que o que eu achava que era um comportamento compulsivo e bi-polar na verdade é uma característica humana. Quer dizer, é uma característica mais “das” humanas, mas ok, ainda vale.
Não entendeu? Explico. Estou falando dessa roda viva que é um relacionamento para a mulher, dessa montanha russa de emoções em que embarcamos sempre que encontramos alguém (pensei em colocar um adjetivo aqui, mas cheguei à conclusão de que é alguém e ponto! Ou seja, esse embarque não é lá coisa muito rara de acontecer).
Até então, achava que esse negócio de passar mal sem motivo, de apagar número de celular da agenda, de se comprometer a não fazer mais nada, nunca mais, com a pessoa, era uma loucura da minha parte. Algo relacionado ao fato de eu ser uma pisciana sonhadora que não tem medo de tentar e se joga em quase 100% dos casos.
Mas, agora, vi que não. Vi que existem outras pessoas que também fazem isso.
Que apagam um número da agenda só para ter o trabalho de colocá-lo lá de volta (acho que perdi a conta de quantas vezes fiz isso, só notei quando percebi que o nome da pessoa aparecia diversas vezes).
Que, mesmo depois de terem feito promessa para si mesmas, se rendem a um sorriso e a um convite meia boca, daquele que soa falso para qualquer um menos para você, que se auto-engana em troca de quase nada.
Que precisam da ajuda dos amigos para não enviar um sms às duas e meia da manhã, alcoolizadas, com uma mensagem pela qual qualquer um se arrependeria até o fim dos tempos.
Obrigada, Tatiana, por me mostrar que eu não sou louca. Por me mostrar, que, na verdade, eu sou apenas gente, gente que se apaixona.
E, quer saber, ainda bem que eu sou assim...
terça-feira, 7 de setembro de 2010
(In)sana
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