domingo, 21 de outubro de 2007

Great Expectations

Quem nunca ficou imaginando como as coisas seriam se tudo desse certo, sonhou com um desfecho incrível para determinada história, passou dias planejando o que falaria naquele momento mágico, que atire a primeira pedra....

E nem olhem pra mim. Sou pisciana, faço isso direto.

O problema é que, assim como tudo que ainda não é concreto, as expectativas criadas e imaginadas podem ser quebradas. E essa parte não é nada legal.

Dói ver seus sonhos se despedaçarem. Logo eles, que eram tão bonitos, tão bacanas, que faziam parte de uma história com um enredo tão bem montado. Você não chegaria a ganhar um Oscar de melhor roteiro (romances açucarados quase nunca competem), mas não há dúvida que seria um sucesso de bilheteria.

Pior é que você não redigiu o plano B, aquele para o caso de tudo dar errado. Afinal, as coisas não iriam dar errado... todo mundo não diz que não se pode pensar negativo?!

E ao sentir a dor da expectativa quebrada, me pego pensando em duas coisas: a primeira é a dúvida sobre como agir daqui para a frente. Continuo criando sonhos e indo atrás deles, mesmo sabendo que há grandes chances dos mesmos não darem certo e, caso isso aconteça, de sofrer de novo? Ou devo pensar de forma racional, estabelecendo percentuais para cada alternativa e criando uma árvore de probabilidades (prof. Pierre, aposto que o sr. imaginou um uso desses, heim!)?

Já a segunda questão está mais relacionada ao fato de que sofrer com uma expectativa quebrada significa sofrer por algo que eu ainda nem tive e que nem sei se seria do jeito que eu havia sonhado.

Não tenho resposta para tudo, mas considerando as dúvidas acima, cheguei a algumas conclusões. A primeira é que não quero abrir mão de sonhar e de acreditar, mesmo sabendo dos riscos que estou correndo. A segunda é que, caso alguns desses sonhos não dêem certo (como agora, por exemplo), ao invés de ficar remoendo a tristeza, vou gastar alguma energia com o sofrimento (não acho que dê pra escapar disso e sei que é importante se permitir sofrer) e usar o resto dela para continuar indo atrás daquilo que eu não alcancei.

Parece simples falar assim. Agora mesmo, minha vontade é colocar o CD mais fossa que eu tenha em casa, chorar sem parar e chegar no fundo do poço (perdoem o melodrama mas, como dito anteriormente, sou pisciana). Mas, ok, essa será a cota de energia gasta.

E é bom não gastar muito. Afinal, ainda é preciso ir atrás de muitas coisas.

1 ingredientes novos:

Paco disse...

Sabe, você tocou num assunto interessante, o plano B. Como só temos educação técnica, e não emocional, o jogo de cintura que por vezes nos sobra no trabalho rareia na vida pessoal. Quando as coisas vão mal no trabalho, o tal do controle ajuda a formularmos um novo plano. E quando a vida tá meio fora de prumo? Freud explica?... adorei o post.

Beijo!