Saldo após 2 anos de estudos intensos:
- uma dissertação que não será publicada;
- um título que não sei se será usado;
- conhecimento teórico sobre coisas que, na prática, são quase sempre diferentes;
- e amigos que sei que terei pra sempre.
Sem dúvida, valeu a pena!
sábado, 20 de dezembro de 2008
Mestra!
Av. Paulista, 09/12/2008, 21:52h

Amo o Natal por muitos motivos e, em especial, pela capacidade que a data tem de nos trazer luz.
Que sejamos cada vez mais iluminados!!!
FELIZ NATAL!
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Sem comentários
De todos os bichos, tenho muito medo do homem...
27/11/2008 - 20h28
Polícia Militar adota "toque de recolher" para evitar saques em Itajaí (SC)
da Folha Online
A Polícia Militar de Itajaí, uma das cidades mais atingidas pelas chuvas em Santa Catarina, informou nesta quinta-feira que irá restringir a circulação de pessoas durante à noite na cidade para evitar saques a casas.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Babel
Cada idioma melhor se aplica à determinada função:
para dar bronca, o alemão;
para espalhar notícia, o italiano;
para ver filme, o inglês;
para não ser entendido, o russo;
para escrever desenhando, o japonês;
para falar do futuro, o chinês;
para misturar tudo, o catalão;
para ser diferente, o sueco;
para ser esquecido, o latim;
para saber a origem, o grego;
para escrever aqui, o português;
para fazer amor, o espanhol;
para falar de amor, o francês.
Queria saber falar francês...
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Escutai a nossa prece
DIA DE SAO JUDAS TADEU!
SANTO DAS CAUSAS IMPOSSÍVEIS!!!!
Não custa pedir uma ajudinha.
Afinal, minhas causas devem ser fichinha pra quem está acostumado com as impossíveis.
Tem sempre o de vez em quando
Se o ser humano é um eterno insatisfeito, acho que estou atingindo o máximo da minha humanidade.
Seja porque, com o tempo, seu grau de exigência aumenta, seja porque seu universo se amplia, a percepção que tenho é que, até então, nunca tinha vivido um momento em que tantas coisas me parecem fora do lugar.
Sinto inquietação na alma.
Tenho vontade de gritar, jogar tudo pro alto, começar algo novo, criar, produzir, quebrar barreiras, ultrapassar fronteiras, descobrir do que sou capaz.
Quero tudo a que tenho direito. Quero tratamento VIP, menu especial, primeira classe.
Será que isso tem a ver com alguma posição astral? Será que são os hormônios? Ou será apenas a certeza de que eu quero mesmo é ser feliz?
domingo, 26 de outubro de 2008
Sábado feliz
A nação alvinegra está em festa. Neste sábado, o Timão voltou para a primeira divisão.
E essa nação merece mesmo comemorar. Apesar do time ter chegado quase no fundo poço, ela continuou lá, como um bando de louco, torcendo, sofrendo e acreditando na volta. Apoiou o time, foi aos jogos e vestiu a camisa, literalmente.
Como diz a música, “não pára de lutar”.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Maturidade
Ainda não sei com certeza tudo o que quero. Mas já sei muito do que não quero. E acho que isso é um bom começo.
domingo, 19 de outubro de 2008
Pra se pensar (ou não)
Das Páginas Amarelas da Veja dessa semana – entrevista com o filósofo francês Luc Ferry (http://veja.abril.com.br/221008/entrevista.shtml):
“O filósofo alemão Immanuel Kant tem um ótimo argumento sobre isso. Se a felicidade fizesse parte da natureza humana, Deus não nos teria dado a inteligência.”
De propósito, evitei pensar a respeito...
domingo, 12 de outubro de 2008
Mizter Big
Ele é poderoso, bem sucedido, simpático, bonito, faz sucesso com a mulherada e, óbvio, tem sérios problemas com relacionamento.
Vocês têm uma química incrível, ele até gosta de você, mas, na hora da verdade, acaba optando por alguém mais convencional e, porque não dizer, provinciano – basicamente, tudo que você não é.
Por alguma razão que a sua própria razão desconhece, você gosta dele. Tenta fugir, busca conhecer outras pessoas, estabelecer relacionamentos sérios, mas ele sempre está lá. E por mais que a cidade seja imensa, algo cósmico faz com que você sempre encontre alguma coisa que remeta a ele ou, pior, encontre com ele.
Ainda bem que isso só acontece na TV.
NdaA: a neurolinguística prega que, se você repetir algo muitas vezes e com convicção, isso se torna verdade...
E você continua, obcecada e/ou obstinada, sem saber como agir ou o que fazer, apenas seguindo seu coração. Até que, 10 anos depois, as coisas finalmente se acertam e vocês vivem felizes para sempre.
NdaA parte II: isso, SIM, tem bem mais chances de só acontecer na TV.
Ano I
No dia 24 de julho, fez um ano que comecei a escrever aqui.
Nem percebi ou lembrei.
E olha que essa é uma data que celebra a possibilidade de eu expressar o que sinto, independente de quem lê ou acompanha, expressar apenas por expressar, pelo prazer de colocar idéias e pensamentos no papel.
O que me deixa triste é a constatação de que eu deixei passar uma data muito legal e que, assim como essa, na loucura que é nossa vida, muitas outras coisas legais também podem estar passando.
Pois bem, promessa de aniversário: se depender de mim, isso não acontece mais. A vida é muito curta para nos darmos ao luxo de perder qualquer momento bom!
domingo, 5 de outubro de 2008
Feelings
Sentimentos não são mesmo fáceis de se entender.
É fato que, quase sempre, passado um tempo, depois que as coisas deixam de ser vividas e fica apenas a lembrança, também o sentimento se vai.
No entanto, existem exceções. São os casos em que, por mais que se deixe de pensar a respeito, basta uma lembrança, uma menção, para que tudo retorne.
E volta o choro, a busca por notícias que, certamente, magoarão e o sofrimento por ainda sentir.
Nada mais doído do que a convivência entre o desejo de ter e o desejo de esquecer.
Confesso que queria entender. Quem sabe, se eu entendesse, conviveria melhor com isso.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Eu espero acontecimentos. Só que, ...
Mesmo antes de nascer, já estamos esperando. Nossa primeira espera dura 9 meses e, depois dela, é uma depois da outra.
Na verdade, o objetivo desse post não é falar da espera, mas do que acontece enquanto esperamos. Para ser mais exata, das expectativas que criamos enquanto aguardamos pelas coisas.
Quando criança, ouvia meu pai dizer que o melhor da festa era esperar por ela. Hoje, adulta, entendo que, na verdade, ele estava apenas tentando controlar minha expectativa, me dizer que, já que a espera era mesmo inevitável, ao invés de ansiar pelo momento futuro, eu deveria tentar aproveitar o momento atual.
Já ouvi também que expectativa é uma coisa boa. Que, quando o que se espera se realiza, é como vivenciar uma conquista. Concordo que isso, de fato, é muito bom, mas e quando a expectativa não acontece? E quando, na verdade, ela é apenas um truque do inconsciente para que você continue acreditando em algo que, bem lá no fundo, sabe que não vai dar certo? Por favor, não me tomem por pessimista. Estou apenas ilustrando os dois lados da moeda e tentando chegar à conclusão se um deles compensa o outro.
Eu queria muito ter o poder de decidir quando esperar tudo e quando não esperar nada. A vantagem do nada é que o potencial de se machucar é quase nulo. Se acontecer, muito bom. Se não acontecer, e daí, não achava que aconteceria mesmo.
Só que ainda tenho muito o que aprender para chegar nesse ponto.
Hoje, continuo esperando e, consequentemente, algumas vezes,...
... quando anoitece, é festa no outro apartamento.
domingo, 31 de agosto de 2008
Da vida
Agora eu entendo porque ela é chamada de “profissão mais antiga do mundo”.
É porque todas as outras profissões guardam várias semelhanças com ela.
E é inevitável que, mais cedo ou mais tarde, isso fique claro.
sábado, 16 de agosto de 2008
Sessão Pipoca
Com o fim das aulas, o cinema voltou a fazer parte da minha vida e, felizmente, também voltei a sentir aquela sensação de "valeu a pena" que sempre surge depois de um baita filme.
Aconteceu hoje com "A Vida dos Outros". Ok, não é novo, mas eu ainda não tinha visto. E amei! Muito bom.
Super recomendo.
E espero poder recomendar muitos outros em breve...
Ps.: Marcelito, ele tem duas horas e "cinco minutos", mas não deixe isso te impedir de assistir ;-)
Sou brasileira,...
Pozzani
Já falei que o MSN pode ser terrível se você está interessado em alguém e esse alguém não está interessado em você (atenção: a solução é excluir essa pessoa da sua lista sem bloqueá-la – ela continua te vendo, mas você não toma mais conhecimento dela e nem fica tentando decifrar o que as mensagens pessoais querem dizer).
Mas nem toda tecnologia joga contra. Vide o exemplo do SMS. Com ele, levar um fora ficou menos constrangedor, pois, para convidar alguém para sair, basta mandar uma mensagem.
Se a pessoa responder que sim, ótimo. Você não levou um fora e pode ligar sem medo. Mas se não receber qualquer retorno ou ele for negativo, lamento informar. A vantagem é que você não foi obrigado a ouvir o fora pessoalmente.
O SMS é o filtro do toco.
domingo, 10 de agosto de 2008
Eu preciso dizer...
Adoro letra de música. Acho até que já mencionei isso há um tempo atrás.
E hoje, enquanto ouvia uma dessas músicas que se tornam trilha sonora de determinado período da vida, percebi um dos motivos pelos quais isso acontece comigo.
Existem algumas letras que fazem com que não nos sintamos sozinhos. É como se aquele sentimento que, por um momento, você imagina ser só seu, pudesse ser compartilhado com mais alguém. Você deixa de se sentir menor por estar sendo fraco, por estar sofrendo e passa a entender que outros já passaram por isso. Sua dor é dividida e, de certa forma, você volta a acreditar que tudo vai dar certo.
Alguns devem encontrar isso em livros, outros na poesia e deve ter os que se identificam com filmes. No meu caso, é a música. Sempre.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Escrito nas Estrelas
"Algumas vezes, não há um choque entre o signo do Sol e o do Ascendente e nem há harmonia. Isso produz combinações curiosas. Se você é de Peixes e o seu Ascendente é Áries, você tende a se lançar nas coisas com muita coragem. Mas seu 'eu' interior é sensível. Se alguém não o conhecer, irá pensar que você é um ariano extrovertido e impulsivo. Parte de você é assim, mas, no fundo, apesar de muito extrovertido, você tem um lado sonhador, sensível, romântico que é o seu Sol. Só que a maneira como você se conduz no mundo - Ascendente - é mais combativa e direta."
Agora vocês começam a entender, né!?
Aliás, nesse mesmo site, eu li a melhor explicação para o tema: "você é o Sol, mas a roupa que você usa é o Ascendente". Pra quem quiser ver mais: http://www.vanessatuleski.com.br/
To be continued (or not!)
Sim, fim da temporada. Mas é incrível como o roteirista tenta, insistentemente, prender nossa atenção para a próxima.
Acho que só tem um jeito... pedir para o produtor cancelar a série!
Confesso que tenho tentado, inclusive assistindo a outra no mesmo horário. Mas o problema são as reprises!!!
domingo, 20 de julho de 2008
E custa caro, viu!
Hoje, no Wal Mart, vi uma ação de ponto de venda bem bizarra. O objetivo era viabilizar a degustação de novos molhos para salada e, para tanto, nada mais apropriado do que... alface!
Então, funcionava assim: cinco e meia da tarde, inverno, frio lá fora, domingão e uma moça ficava tentando fazer com que as pessoas experimentassem o delicioso molho com alface...
Coitada!
Fim de Temporada
02 de Agosto de 2008, fim de temporada de "The Bachelor".
Ainda bem!!!
PS.: a piada é interna mesmo ;-)
sexta-feira, 11 de julho de 2008
A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida!*
Pensando friamente e de forma racional, qualquer um poderia argumentar como deve ser difícil que duas pessoas se encontrem no mundo, se gostem e decidam passar o resto de suas vidas juntos.
Se não, vejamos as possibilidades:
1) A não gosta de B e B não gosta de A (neutro);
2) A gosta de B, mas B não gosta de A (A chora);
3) B gosta de A, mas A não gosta de B (B chora);
4) A gosta de B e B gosta de A (é o amor!).
Portanto, dentre as probabilidades possíveis, temos 50% de chance de choro, 25% de chance de não acontecer nada e 25% de chance ocorrer o amor: estatisticamente, os números não são favoráveis.
Ou, em outras palavras, temos 75% de probabilidade do encontro não dar em nada e 25% de ocorrer o amor. Os resultados jogam mesmo contra.
Mas, seja por extinto ou por puro desconhecimento matemático, a gente continua tentando, na esperança de que os 25% aconteçam justamente no nosso caso.
*Vinícius percebeu isso há muito tempo.
Gramática
Por que será que as pessoas pensam que serão mais respeitadas se falarem difícil? Será que não fica claro que, com isso, elas só demonstram insegurança, especialmente quando não há qualquer motivo para o uso de determinadas expressões.
Sem contar os casos em que, ao falar difícil, elas acabam cometendo crimes contra a gramática. Nesse caso, o que elas demonstram é ignorância.
Cetaris paribus, não passam mesmo de ignorantes inseguros.
Terceirização
Quando a gente não sabe como fazer alguma coisa bem, ou não tem tempo para tal, é bastante comum terceirizar o assunto. Funciona assim pra um monte de coisa, do almoço diário à limpeza da casa.
Até aí, tudo bem, afinal, as empresas já mostraram que terceirizar é mesmo interessante: menos gastos tributários, serviços mais especializados, tempo para focar no principal.
O problema é quando começamos a terceirizar coisas que nunca deveriam sair do nosso controle, coisas que, geralmente, estão relacionadas a decisões difíceis e importantes. Justamente as que não devem ser terceirizadas.
No momento de se decidir a respeito de algo que pode nos machucar ou que pode acabar com nossa esperança, não é raro colocarmos no outro essa responsabilidade.
Terceirização é ótimo, mas para coisas que pouca influência terão a longo prazo.
Vale para lavar o carro, mas não para lavar a alma.
Degrau
Como é bom ir atrás do que se quer e alcançar esse objetivo. Não importa se o que está sendo buscado é importante apenas para você. Aliás, se é importante para você, é importante para a pessoa que mais interessa.
Este tem sido um ano de muitas conquistas. Umas pequenas, outras grandes, umas felizes, outras nem tanto, como quase sempre na vida. E, em cada uma delas, vibro, torço, choro, aprendo, cresço.
Muitas outras ainda estão por vir. E sei que virão.
Sejam bem vindas!
sexta-feira, 13 de junho de 2008
To Be or Not To Be
Na história da humanidade, quase sempre uma revolução, seja ela econômica, política ou social, é determinada pela conjunção de diversos fatores. Dificilmente, apenas um é capaz de motivar esse momento de ruptura.
O mesmo se pode dizer da revolução pessoal.
Quando uma pessoa muda, raramente essa mudança ocorre de forma isolada. É inevitável. Uma coisa puxa a outra e, quando se dá conta, tudo está se alterando simultaneamente. A sensação é de que todos os aspectos da vida estão sendo revistos para que se adaptem à essa nova realidade.
Família, amigos, trabalho, corpo, cabelo, estilo, jeito, palavras, tudo ganha nova configuração, até o momento em que não se consegue mais dizer o que iniciou todas essas mudanças.
Trata-se de um processo longo, lento, rico e desafiador. Uma vez dentro dele, a única coisa a fazer é deixar as coisas acontecerem. E, incrivelmente, por alguma força desconhecida do Universo e para minha surpresa, elas acontecem.
terça-feira, 10 de junho de 2008
Ao Amigo
Que venha sua primeira dor de amor, a mais doída, não porque assim ela é, mas porque, até então, não havia parâmetro. A dor que vem acompanhada do frio, da solidão, do desespero que não cala, mas que se faz presente no choro da alma que sofre.
Que venha sua primeira dor, deixando cicatrizes que farão você lembrar para sempre de algo que, também para sempre, quererá esquecer, mas que farão de você uma pessoa cada vez melhor.
Que venha sua primeira, somada à força que a ela se segue, a força de continuar, ainda que isso lhe pareça impossível.
Que venha, para que você possa ir.
domingo, 1 de junho de 2008
Sherlock
Tenho fome de conhecimento.
Aos 8, 9 anos, se perguntassem o que eu queria ser quando crescer, a resposta era imediata: jornalista.
Mas as idéias mudam, não virei jornalista, quase não cresci, mas a vontade de conhecer, de ir atrás, de investigar, essas permaneceram.
E assim foi. De por quês em por quês, fui conhecendo um pouco do mundo, das pessoas, das coisas. Aceitei que alguns por quês não tinham resposta ou, se tinham, não estavam ao meu alcance. Aprendi a saborear cada descoberta, a deixá-la amadurecer internamente enquanto preparava terreno para a próxima.
Mas, aí, surgiu a Internet.
Agora, não existem mais por quês sem respostas. Agora, quando você encontra algo, imediatamente ganha novas dúvidas. Agora, você começa buscando o significado de uma palavra e termina lendo a respeito de uma nova banda que surgiu sabe-se lá onde.
Aos 8, 9 anos, meus pais compraram a Enciclopédia Conhecer e um dicionário Melhoramentos cinco volumes, incluindo um só com a História do Brasil. E a estante da sala passou a armazenar todo o conhecimento do mundo pra mim.
Lembro que, em algumas tardes de chuva, quando eu não podia sair, eu pegava algum fascículo aleatório e ficava folhando, passeando por desenhos, fotografias e imagens de personagens históricos, planetas e animais.
Hoje, continuo investigando o mundo de forma aleatória. Mas durmo bem menos do que antes...
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Tempo
Antes, italiana. Hoje, japonesa.
Antes, biblioteca. Hoje, internet.
Antes, cerveja. Hoje, vinho.
Antes, sabonete. Hoje, creme(s).
Antes, Boa Forma. Hoje, em forma.
Antes, Disney. Hoje, Paris (ou NY, claro!).
Antes, pós. Hoje, mestrado.
Antes, quarto. Hoje, casa.
Antes, refrigerante. Hoje, água (mas com gás!).
Antes, Vila Mariana. Hoje, Aclimação.
Antes, Nescau. Hoje, café.
Antes, Paul. Hoje, George.
Antes, eu. Hoje, eu.
Só que um pouquinho diferente...
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Gap
Dentro da tela:
Mocinha 1 conhece mocinho
Mocinha 1 se apaixona por mocinho
Mocinha 1 descobre que mocinho já tem mocinha 2, que não é muito legal
Mocinha 1 sofre durante 100 minutos
Mocinho, durante esses 100 minutos, não percebe que vai se envolvendo com a mocinha 1
Mocinho tem uma decepção com a mocinha 2 e descobre que, na verdade, ama a mocinha 1
Mocinha 1 resolve desistir do mocinho e ir embora
Mocinho vai atrás de mocinha 1, declara seu amor e eles vivem felizes para sempre
Fim
Fora da tela:
Mocinha 1 conhece mocinho
Mocinha 1 se apaixona por mocinho
Mocinha 1 descobre que mocinho já tem mocinha 2, que não é lá muito legal
Mocinha 1 sofre durante 100 minutos
Mocinho, durante esses 100 minutos, não percebe que vai se envolvendo com a mocinha 1
Mocinho tem uma decepção com a mocinha 2 e descobre que, na verdade, ama a mocinha 1
Mocinha 1 resolve desistir do mocinho e ir embora
Mocinho vai atrás de mocinha 1, declara seu amor e eles vivem felizes para sempre
Fim
Maria, Maria
No final de semana passado, conversando com minha prima de 16 anos, fiquei ouvindo ela se lamentar do excesso de coisas que tinha pra fazer, de tudo que tinha em mente, dos problemas relacionados a meninos, escola, dietas, malhação...
Fiquei ouvindo e prestando atenção em cada detalhe do que ela me dizia, de como ela, de fato, sofria, de como era difícil para uma menina, quase mulher, conviver com tudo aquilo ao mesmo tempo.
Aí, fiquei pensando. Na idade dela, eu também pensava assim. Também sofria e achava que não ia agüentar. Só que, hoje, muitos anos depois, eu continuo com todos aqueles problemas só que somados a muitos outros: trabalho, casa, contas pra pagar, necessidade bem mais intensa de cuidar do visual e por aí vai. E eu dou conta.
Às vezes me estresso, claro, saio gritando, choro, brigo, esperneio, mas continuo. Sempre!
E quando me dei conta disso, só consegui dar um conselho pra ela: “Relaxa, depois fica pior, mas você consegue. A gente sempre consegue.”.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Baú
Quanto estava listando - hj em dia, quase tudo o que eu faço ou quero fazer gera uma lista ;-) - os temas sobre os quais gostaria de escrever, encontrei essa frase que havia escrito há um tempo atrás:
O corpo era uma máquina perfeita. Aí, vieram os sentimentos e atrapalharam tudo...
Achei tão atual! Talvez porque eu é que seja sempre sentimental (urgh, rimou, mas juro que não era a intenção).
E aí?
Não sei se falo sobre o Twitter, sobre o post anterior, sobre clichês, sobre a vida, sobre tudo ou sobre nada.
Só sei que comi um pote de Haagen Dazs de Doce de Leite inteiro. E acho que isso já fala por si só!
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Q&A
Há uma hora para parar? Existe algum ponto em que é melhor deixar o orgulho dominar nossas ações e desistir de insistir em algo que tem se provado estar fadado ao fracasso? Ou devemos continuar tentando, exaurindo o que nos sobrou de forças na crença de que as coisas podem ser diferentes e que isso só depende de nós?
Queria tanto ter respostas. O problema é que, quase sempre, tudo o que eu tenho são dúvidas...
terça-feira, 1 de abril de 2008
Ditos Populares
Não sei quem inventou que é melhor arrepender-se do que fez do que arrepender-se do que não fez. Pra mim, se o resultado não é bom, pouca diferença faz ter ou não ter feito. Nesse momento, você vai desejar que tivesse escolhido o caminho oposto.
No entanto, há pelo menos uma grande vantagem em arrepender-se de algo feito. Quase sempre, uma afirmação como essa é pronunciada antes de se fazer algo que não vai ser fácil ou cujo resultado pode não ser bom. Ou seja, algo com risco elevado (e, também quase sempre, um risco emocional). Por esta razão, ter optado por fazer já é, em si, uma conquista, porque indica força e coragem.
Já me arrependi de muitas coisas que não fiz, como também já me arrependi de várias que fiz. No entanto, no segundo caso, o arrependimento torna-se mais suportável já que vem acompanhado da certeza de que estou indo atrás do que quero, tentando fazer com que as coisas aconteçam.
Em outras palavras, uma arrependida com muito orgulho de si mesma.
sábado, 15 de março de 2008
Quinta-feira, 13 de março, 23h
Na saída da aula, passei no Extra da Brigadeiro para comprar algumas coisas. Com a correria que tem sido meu dia-a-dia, só me restam horários como esse.
À primeira vista, essa poderia ter sido uma experiência normal, já que fazer compras não é algo inusitado nem tampouco inovador. No entanto, nessa noite, o que vi foi o reflexo da nossa sociedade, onde opostos convivem ou, em alguns casos, são obrigados a conviver.
Lá dentro, tinha branco, negro, amarelo, além da imensa palheta de cores que se forma a partir da mescla das nossas cores básicas.
Tinha homem, mulher, homem que virou mulher, mas ainda carrega o fato de ser homem nas mãos, pés e pomo de adão, mulher que gostaria de virar homem e homem que gostaria de ser mulher.
Tinha casal, solteiro, futuro casal (fazendo planos e compras) e futuro ex-casal (fazendo compras e planos, nesse caso não tão românticos quanto os anteriores).
Tinha profissional liberal, empregado, empregada, profissional da vida (e da rua) e outros que nunca serão e nem terão a chance de se profissionalizar.
Tinha criança, jovem, adulto e velho. Ricos, pobres e miseráveis.
E eu, observando tudo enquanto esperava na fila única para compras até 10 volumes, um dos únicos locais onde todos ali, de certa forma, eram exatamente iguais.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Eu estava lá
13/03/2008 - 19h04
Com 222 km, São Paulo tem o maior índice de lentidão do ano
da Folha Online
A chuva e o excesso de veículos provocaram nesta quinta-feira o maior índice de congestionamento do ano no período da noite, com 222 km às 19h. Na medição oficial anterior, feita pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) às 18h30, eram 217 km de vias com problemas.
Será que farei parte da história e poderei contar aos meus netos que, no dia em que SP parou definitivamente, eu estava lá???
segunda-feira, 10 de março de 2008
Agenda
Ontem, depois de muito tempo, eu tive tempo. E levei um bom tempo pra saber o que fazer com todo o tempo que tinha.
Que tempos são esses onde esquecemos do tempo em que tínhamos todo o tempo do mundo!?
sábado, 8 de março de 2008
Sobre um dos assuntos mais comentados em meus almoços com os rapazes legais!
De Xico Sá (O Carapuceiro):
"As mulheres querem... flores e presentes. Não caia, jovem mancebo, nesse conto de que mulher gosta é de dinheiro. Se assim o fosse, amigo, os lascados de tudo não teriam nenhuma, nunca, jamé. Repare que até debaixo do viaduto está lá a brava fêmea na companhia do desalmado. Ela e o cachorrinho magro, só o couro, o osso e a fidelidade. O que vale é a devoção, amigo. Mesmo que você seja mais liso que os mussuns do tempo em que tomava banho de canal no Recife, pobre de marre-marré, pode muito bem presentear uma bijuteria de R$ 1,99 com a devoção e a dramaturgia de uma jóia da Tiffany´s - vide “Bonequinha de Luxo”, o filme."
Dito por um homem para outros homens. Acho que isso encerra a discussão do almoço...
PS.: no mundo perfeito, onde Julias Roberts encontram Richards Geres e eles vivem felizes para sempre, a jóia da Tiffany's é sempre acompanhada de devoção. Já na vida real, não é tão fácil encontrar os dois. E, caso seja preciso escolher, fico com o Xico Sá...
Bom, talvez eu faça mesmo parte dos 10%, conforme estatística que tive que ouvir há algumas horas atrás.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Dúvidas e mais dúvidas
Será que alguém pode me explicar por que quase todo homem fala mal do casamento?
Podem reparar: sempre que um cara diz que vai casar, comentários que envolvam as palavras "loucura", "tem certeza", "você é quem sabe" aparecem. E sempre feitos por outros homens, casados ou não. Você raramente vê uma mulher falando algo assim.
E, se algum reclama do casamento, os outros apóiam, falam que é isso mesmo, da fria em que se meteram.
E será que alguém também pode me explicar por que o homem não consegue ficar sem o casamento?
Novamente, reparem: quando um casamento acaba, quase sempre o homem casa de novo e nem sempre a mulher segue esse caminho.
Depois eu ainda tenho que ouvir que nós é que somos complicadas!!!
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Hoje, cheguei na metade!
The Beatles
When I'm Sixty-Four
(Lennon e McCartney)
When I get older losing my hair,
Many years from now.
Will you still be sending me a Valentine.
Birthday greetings bottle of wine.
If I'd been out till quarter to three.
Would you lock the door.
Will you still need me, will you still feed me,
When i'm sixty-four.
You'll be older too,
And if you say the word,
I could stay with you.
I could be handy, mending a fuse
When your lights ha ve gone.
You can knit a sweater by the fireside
Sunday morning go for a ride,
Doing the garden, digging the weeds,
Who could ask for more.
Will you still need me, will you still feed me
When I'm sixty-four.
Every summer we can rent a cottage,
In the Isle of Wight, if it's not too dear
We shall scrimp and save
Grandchildren on your knee
Vera Chuck&Dave
Send me a postcard, drop me a line,
Stating point of view
Indicate precisely what you mean to say
Your's sincerely wasting away
Give me your answer, fill in a form
Mine for evermore
Will you still need me, will you still feed me
When I'm sixty-four
Coincidências...
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Quiz
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Comensal
Recentemente, circulou a seguinte historinha na Internet (e, portanto, não tenho a menor idéia sobre a veracidade da mesma):
Olacyr de Moraes, o ex-rei da soja que costuma se apresentar em público acompanhado de belas Lolitas, é autor da famosa frase: "Quem gosta de homem bonito é viado, mulher gosta é de $$$".
Agora ele saiu com uma segunda e melhor ainda. Perguntado por uma repórter provocativa se ele achava que as meninas com quem saía gostavam dele, respondeu: "...minha filha, quando eu vou a um restaurante de luxo e peço o prato de camarão mais caro, eu não fico perguntando pro CAMARÃO se ele gosta de mim. Eu como o CAMARÃO com muito gosto e fim".
Fosse eu a reporter não teria feito essa pergunta. Teria feito, na verdade, outra: "O Sr. já foi amado de verdade?" Porque só quem sabe o que é isso pode ler a frase acima e ficar com muita pena daquele que a proclamou.
Pode parecer clichê, mas nada, nada mesmo, vale mais do que um olhar, um sorriso, o calor de alguém que te ama. Nem o prato de camarão mais caro...
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Motosolidariedade
Na última sexta, indo pro trabalho e usualmente atrasada, peguei um trânsito acima do normal (isso ainda é possível em SP, afinal, o que é normal???) na Washington Luis.
Achei aquilo meio estranho, especialmente por aquele se tratar de um trecho mais tranquilo.
Pois bem, alguns metros depois, entendi o que estava acontecendo: na pista oposta, havia ocorrido um acidente envolvendo um carro e um motoboy. Mas, se o acidente foi do outro lado, por que o meu também estava congestionado? Porque, em SP, motoboys formam uma das classes mais solidárias da cidade.
É incrível: se um motoboy cai da moto, instantaneamente, um "enxame" de outros motoboys surge. Parece mágica, mas, em segundos, eles estão lá. E, no meu caso, o que aconteceu é que, ainda que do outro lado da avenida, todos os motoboys que passavam no sentido em que eu estava paravam pra ajudar o colega caído, o que levou ao fechamento "espontâneo" de duas das quatro pistas da avenida...
Quem dera o povo brasileiro tivesse esse senso de solidariedade. É claro que, ainda que solidários, eles fazem isso para o bem e para o mal (ninguém é perfeito, mesmo). Consideram-se os donos da rua e, no limite, somos nós, motoristas, que impedimos o bom andamento do negócio - no caso, o negócio de entregas.
Mas, tirando esse lado menos nobre, não dá pra negar que eles se ajudam, e muito!
E eu me pergunto: por que as pessoas não fazem isso sempre, não buscam ajudar o próximo quando é preciso? Não somos todos motoboys, mas somos todos gente e, no limite, não é isso uma das coisas que de mais forte temos em comum?
Raramente vejo toda essa solidariedade no dia-a-dia, inclusive, e especialmente (o retrovisor do meu antigo carro que o diga!), vinda dos motoboys. Sem dúvida, isso faria da nossa cidade, do nosso país, um lugar bem melhor, e bem mais legal, pra se viver...
domingo, 10 de fevereiro de 2008
30
Quando eu fiz 30, confesso que foi meio chocante. Não pelo fato de ficar mais velha em si, já que isso faz parte da vida, mas pela constatação de que muito do que eu havia planejado pra mim estava longe de se realizar.
Para uma criança, qualquer um aos 30 já está com a vida 100% estruturada: amor, trabalho, família, casa, tudo encaixado, funcionando. As principais conquistas praticamente já aconteceram: você já casou, teve filhos, tem um super emprego, mora numa casa linda. Lembro que era assim que eu me via nessa idade. Só que a vida real é um pouco diferente...
Aos 30, não só eu tinha alcançado pouco do que tinha originalmente projetado como também não me via como uma mulher que já estivesse preparada para todas aquelas conquistas. Na verdade, nem sabia direito se aquelas eram conquistas que eu ainda queria para mim. Ou seja, pra completar, ainda tinha um monte de dúvidas na cabeça. Confesso que isso me trazia uma certa angústia.
E sempre que eu falava com outras pessoas a respeito, ouvia sempre o mesmo: “imagina, você ainda é tão nova”, “ah, mas você já conquistou tanto”, “que besteira”. Essas frases de incentivo acabavam fazendo com que eu me sentisse ainda pior. Era como se todos passassem por aquilo de forma plena e só eu fizesse a maior tempestade no copo d’água.
Até que, na semana passada, uma amiga desabafou: ela vai fazer 30 esse ano e, quando se deu conta disso, teve um ataque de choro porque percebeu que ainda estava bem distante do que havia determinado para ela ao chegar nessa idade.
De certa forma, ouvi-la falando aquilo me trouxe um certo conforto – puxa, eu sou normal e não sou a única que se sentiu assim. E, ao invés de usar o discursinho clichê de “você ainda tem muito tempo pela frente”, preferi dizer que aquela sensação era perfeitamente compreensível.
E o que eu também disse é que os 30 duram apenas um ano e que, ao chegar aos 31, boa parte daquela aflição já passou. É claro que você ainda fica um pouco mal por não ter exatamente tudo que gostaria, mas, junto com a idade, pelo menos, vem a tranqüilidade para aceitar que algumas coisas acabam demorando um pouco mais e, nem por isso, você vai desistir de alcançá-las ou deixar de ser feliz com o que já conquistou.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
True Lies
Como eu penso muito, às vezes até mais do que deveria, é bastante comum que diversas dúvidas me ocorram de tempos em tempos.
E, quando elas aparecem, ficam martelando na minha cabeça até que outra possa tomar o seu lugar.
A dúvida do momento é: se uma mentira nos faz bem e não causa qualquer impacto negativo em nossas vidas, precisamos saber que ela é uma mentira?
Eu sei, eu sei... parece loucura, né!? À primeira vista, a resposta seria "claro que devemos saber a verdade". Mas, com o passar do tempo, essa resposta perde um pouco da sua força porque você vai percebendo que a vida é mesmo muito curta e que tem momentos em que saber a verdade fará pouca diferença concreta, mas muita diferença emocional.
Acho que a grande questão é: a felicidade baseada em algo que não real, ainda que você não saiba disso, vale a pena?
Juro que não tenho uma resposta. Para falar a verdade, também não sei se há uma resposta...
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
A minha travessia
Quando eu era moleca, Milton Nascimento, pra mim, era sinônimo de música chata. E brega!
Na minha ignorância musical, a associação imediata do cantor era com as já batidas "Coração de Estudante" e "Canção da América" (quando não é uma, é outra que toca em 100 de 100 formaturas!!!).
Quanta ingenuidade.
Eu achava estranho que meus pais tivessem LP's dele, que outros intérpretes cantassem músicas dele, que ele fosse considerado um dos maiores compositores do país, reconhecido mundialmente.
Mas ainda bem que o tempo passa e, com isso, ampliam-se nossos horizontes...
Comecei a mudar de opinião com "Maria, Maria". Poxa, a letra até que era legal. Mas aquilo não seria o suficiente para apagar minha percepção anterior. Sou meio cabeça dura mesmo.
Aí, ouvi com mais cuidado outras músicas e comecei a também achá-las interessantes - Nada Será como Antes, Clube da Esquina 2... E percebi o quão limitada estava sendo minha análise, que se baseava apenas em duas composições que, na verdade, não me agradam mais em virtude da aura criada em torno delas do que pelas composições em si.
Então, tudo mudou definitivamente... ouvi "Travessia".
Nossa, não sei se porque todo mundo já sentiu aquilo alguma vez (eu também, claro) ou se porque ela é do caramba mesmo, mas achei a letra, a melodia, tudo, simplesmente demais (ok, mérito também para o Fernando Brant).
E, hoje, não vou dizer que sou fãnzona dele, mas posso afirmar que gosto muito de várias de suas músicas.
Que bom que, na vida, a gente sempre pode rever conceitos, aprender coisas novas, mudar de opinião. E não acho que isso signifique que sejamos volúveis. Prá mim, isso significa crescimento. E amadurecimento, para aceitar que nem sempre as coisas são do jeito que a gente sempre achou que elas fossem.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
E dá-lhe São Pedro!
Chove ChuvaChove chuva, chove sem parar, chove chuva, chove sem parar
Pois eu vou fazer uma prece pra Deus nosso senhor,
Pra chuva parar de molhar o meu divino amor
Que é muito lindo, é mais que o infinito, é puro e belo inocente como a flor
Por favor chuva ruim, não molhe mais o meu amor assim
Por favor chuva ruim, não molhe mais o meu amor assim
domingo, 27 de janeiro de 2008
É tudo uma questão de meio de transporte...
Fazendo jus às férias – e retomando um pouco do que foi escrito pós volta de viagem – me deu vontade de falar um pouco sobre sucesso.
Por que sucesso? Porque, quando você volta de uma praia tranqüila e preguiçosa da costa do cacau baiana, seu conceito sobre o tema tende a mudar.
Nesses lugares, você se depara com tantos casos de pessoas que largaram tudo para ir atrás daquilo que faz bem para elas que, passado o espanto inicial e a incredulidade sobre tal decisão, aquilo vai parecendo cada vez mais possível.
E não são poucos os casos... Tem brasileiro, estrangeiro, gente que trabalhava em multinacional, gente que não fazia nada e finalmente se encontrou (ou se perdeu de vez), gente que foi com a família, gente que chegou sozinha, gente que construiu uma nova família, enfim, tem de tudo.
É claro que, quando você fica em um lugar pouco tempo, tende a ver apenas o lado positivo das coisas. Com certeza, eles também têm problemas, mas talvez busquem resolvê-los de uma forma mais tranqüila, sem pressão, sem dar a eles um peso maior do que, muitas vezes, eles possuem.
Confesso que, logo que cheguei, ver aquelas pessoas que abriram mão de tudo para morar em um lugar de 3 mil habitantes, sem hospital decente, sem cinema, sem saneamento básico (básico mesmo!), achei tudo aquilo uma loucura. Mas, aí, você vai conhecendo as pessoas, as histórias, o que elas fazem hoje, como levam a vida, o que pensam da vida... E, nessa hora, o que parecia fundamental vai ficando menos importante e você passa a valorizar o fato de que, se quiser, pode correr em uma praia praticamente deserta todos os dias, pode tomar uma cervejinha todo fim de tarde, pode fazer novos amigos, pode sair toda noite para ouvir música e ficar à toa.
Afinal de contas, o que é sucesso??? É ter um super emprego, uma casa maravilhosa, dinheiro no banco? Ou ter apenas o necessário para viver bem, sem precisar provar nada para ninguém?
Não que não seja possível viver bem com o emprego, a casa, o dinheiro. Muito pelo contrário, deve ser sim (mas ainda não me sinto em plenas condições para responder. Rs, rs, rs!). Só que o ponto em questão não é esse. O ponto é questionarmos a mentalidade pequeno-burguesa com a qual somos criados, aquela que nos leva a crer que só há um caminho – estudar, trabalhar, casar, procriar, aposentar e fim.
Será que é só isso mesmo? Sei não. E, a cada dia, minhas dúvidas aumentam.
Pra mim, sucesso se mede pelo grau de felicidade da pessoa. E quantas pessoas conhecemos dentro desse ciclo vicioso que não chegam nem perto da felicidade plena?
Por isso, fica a dúvida: sucesso é ter uma Cayenne ou um caiaque? Bom, aí, depende...
O que te faz mais feliz? E não tenha vergonha de responder caso a resposta seja um caiaque, afinal, já imaginou o trabalhão que deve dar ter uma Cayenne!?
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Horóscopo
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Voltei - parte III
Voltei - parte II
"Saudade é o preço que se paga pelos bons momentos que vivemos"
A frase não é minha. Escutei lá e trouxe comigo para cá...
Voltei!
Nada como viajar...
Sempre que a gente viaja, volta com as baterias recarregadas, ainda mais quando isso ocorre com muito banho de mar, chuva, cachoeira...
É claro que também surge um monte de questionamentos, do tipo "será que é isso que eu quero da vida?". Mas nada mais normal do que questionar qualquer rotina louca quando se volta de um paraíso.
O que me tranquiliza é que esse paraíso sempre vai estar lá e, consequentemente, também estarão lá todas as possibilidades que ele oferece. Basta querer...






