terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Caminhos

Não consigo entender pessoas que correm "da" felicidade. Como se sempre quisessem escapar da mesma, evitando o encontro e postergando qualquer momento de alegria.

Quanta gente que deixa oportunidades passarem, que não vão à luta, que sucumbem diante de qualquer obstáculo.

Minha falta de compreensão reside no fato de que, de certa forma, eu ajo de forma totalmente oposta. Basta aparecer uma mínima chance de ser feliz, e lá vou eu, sem medir esforços, sem ponderar os riscos, de braços e sorriso abertos.

Se me dou mal algumas vezes? Muitas. Se me arrependo em outras? Algumas. Se faria diferente em alguns casos? Não sei. Se continuarei tentando mesmo sabendo dos riscos? Sem dúvida.

Alguns correm da felicidade. Eu corro para ela.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Pé sujo

Adoro um boteco, daquele bem fuleiro, bem pé sujo, onde você quase não tem coragem de comer nada, mas sabe que vai beber a melhor cerveja.

Não se iludam, também gosto de restaurante chique, um ou outro bar da moda, lugares descolados. Como disse uma amiga outro dia, eu vou "do luxo ao lixo". Achei apropriado.

Mas tem algo especial sobre o pé sujo. Lá, eu me sinto bem. Talvez porque eu possa ir à vontade, sem me preocupar com roupa, maquiagem, cabelo. Mais ainda, porque lá as pessoas não vão para ver e serem vistas, elas vão pra jogar conversa fora, desafogar as mágoas, rir e chorar dos fatos da vida. Como não se sentir em casa em um lugar assim.

E que delícia poder encontrar gente de todo tipo nas mesinhas de ferro, daquelas que já vêm com a propaganda da cerveja e que estão sempre bambas: novo, velho, gordo, magro, feio, bonito. No pé sujo, todo mundo é igual. Aliás, sempre que passo na frente de um, fico imaginando as histórias de seus freqüentadores, romantizo a respeito de suas vidas, crio dramas e comédias. O gênero do filme vai depender de uma palavra solta, se a mesa está cheia ou não, se o que se ouve são risadas ou sussurros.

Vida longa ao botecão, às mesas e cadeiras de ferro (ok, também são aceitas variações em madeira), à cerveja em garrafa (e à sua "camisinha"), ao copo baixinho de bar, ao garçon simpático e a todas as pessoas que fazem de lugares assim locais tão divertidos.






domingo, 9 de dezembro de 2012

Visitas

Quase três horas da manhã, pia lotada, casa desarrumada, cansaço gigante e uma felicidade sem fim no coração.

Há alguns meses, mudei de casa. Queria um lugar maior, mais espaço para guardar minhas lembranças, descansar o corpo, usar como refúgio e, mais importante, comportar os amigos, dar a eles conforto e carinho enquanto estivessem nos meus domínios.

Mal sabia eu que, ao buscar dar tudo isso a eles, estava, na verdade, dando isso tudo a mim.

Que alegria poder vê-los sentados à mesa, comendo, bebendo, falando, rindo, que gostoso tê-los por perto, protegidos pelo meu teto com a certeza de que, dentro dos muros da minha fortaleza, eles são queridos e amados.

Muitos almoços ainda virão, muitos jantares serão marcados e a casa sempre estará cheia. Graças a Deus!


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Puzzle

Um dia a verdade aparece. 

Não, não estou falando de alguém que mentiu ou enganou, embora, nesse caso, também é fato que um dia a verdade apareça. Estou falando, aqui, da nossa verdade pessoal, aquela que insiste em se esconder nos cantos mais escuros da nossa alma e nos leva a agir por causa das razões erradas. 

Depois de anos de (auto) análise, questionamentos, dúvidas, ajuda, eis que me deparo com "a" resposta.

Fugindo do clichê, não era uma resposta óbvia. Tenho certeza que ela só surgiu porque, hoje, tenho maturidade suficiente para chegar a ela - e também porque muitas outras alternativas já tinham sido eliminadas.

Na minha opinião, um quebra cabeças é a metáfora perfeita: peça a peça, a imagem vai ganhando forma. Só que, diferente dos jogos vendidos por aí, nesse caso, não se tem ideia da imagem a ser formada. Às vezes, vem a sensação de que aquilo não tem solução. Nessa hora, o importante é não desanimar. O criador do jogo sabia o que estava fazendo e confia em você. E, sem desistir, você vai juntando tudo, devagar, diariamente, até o dia em que a última peça é colocada e a imagem é, finalmente, revelada. 

Iniciando meus desejos de ano novo, que todos terminem seus quebra cabeças, que encontrem suas respostas, no momento certo e da forma correta, e que, com elas, possam se tornar pessoas melhores e mais felizes.

É exatamente com esse sentimento que vou dormir hoje!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Voltei... De novo!

De uns tempos para cá, lembrei do blog, dos textos e de como eu gosto de escrever. Então, porque não voltar... E, agora, com upgrade. Não só eu brinco de escrever como também comecei a brincar de cozinhar. Sem dúvida, os jantares ficarão muito mais saborosos.