sábado, 25 de agosto de 2007

A Filosofia da Cutícula

Considerem esse texto um agradecimento. Ele é dedicado à Maria, minha manicure.

A Maria me aguenta toda semana. Já me viu chorando, já me viu rindo, já me viu gorda, já me viu magra, já me viu reclamando, já me viu agradecendo.

E ela sempre tem uma palavra sábia em cada um desses momentos. Eu brinco que é a filosofia da cutícula. Isso porque, considerando que ela é manicure há mais de 30 anos (só comigo são mais de 10), o repertório acumulado não é nem um pouco desprezível. São histórias de todos os tipos, histórias de mães, filhas, irmãs, esposas, amantes e profissionais. Em resumo, histórias de mulheres.

Essa experiência faz com que ela seja capaz de saber quando é preciso falar, com jeitinho, verdades que a gente insiste em não querer ouvir, saber quando é preciso só ouvir nossas lamentações (o que, no fundo, muitas vezes, é tudo que queremos) ou saber como nos colocar pra cima quando isso é necessário.

Má, valeu pelos conselhos, pelos remédios em dias de ressaca, pelo pão na chapa e café com leite das sextas de manhã (agradecimento especial ao Jô, que vai comprar o pão fresquinho pra gente). Sem falar no cuidado com as unhas, claro, o que, no final, acaba ficando em segundo plano.

0 ingredientes novos: