sábado, 18 de agosto de 2007

Resposta ao Zeca

Zeca, recentemente, ouvi uma de suas músicas, Alma Nova. Já tinha escutado antes, mas, dessa vez, foi diferente. Prestei atenção na letra. E notei que, no meio dela, você levanta uma dúvida...

“Então ficamos, minh' alma e eu
Olhando o corpo teu sem entender
Como é que a alma entra nessa história
Afinal o amor é tão carnal”

Fiquei pensando na pergunta, buscando uma resposta (adoro questionamentos filosóficos!) e cheguei a uma conclusão (perdão pela arrogância. Minha conclusão não é, nem tem a pretensão de ser, a verdade. Honestamente, é apenas uma desculpa para que eu possa escrever a respeito): Zeca, você está amando!

O que, a não ser o amor, rejuvenesce a alma, fazendo-a sentir vontade de voar pela boca, de sair por aí?

Quando você começa a amar, o que se sente é muito mais que carnal. É passional, visceral, emocional. Eu diria, como uma poeta chinfrim, que é transcendental.

Amar a quem se ama é revelador. É uma sensação de paz de espírito, uma vontade de fazer o tempo parar, de saborear cada segundo, querendo que ele dure horas, dias, anos. É ter prazer só por saber que o outro está tendo prazer. É permitir que o corpo sinta e que o espírito se deixe levar por esse sentimento. É fundir emoção e razão, chegando a algo que fará você querer viver cada vez mais.

Tenho pena daqueles que se contentam com o sexo pelo sexo. Talvez, nunca tenham experimentado o sexo com amor. Se tivessem, não se contentariam com tão pouco.

Deixa sua alma voar, Zeca!

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